Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Fim - Voltaremos em Breve =P

Disposições finais:
     Finalmente!! Após 4 semanas muito atribuladas e com escassos recursos ao início, concluímos o nosso blog. O trabalho foi árduo, mas foi muito divertido. Esperamos que gostem e que se divirtam tanto como nós nos divertimos a construir este blog. Fizemos o nosso melhor.
publicado por Cybertecks às 11:52

link do post | favorito
Domingo, 4 de Março de 2007

Mini Making Off! Divirta-se!

Algumas cenas engraçadas das nossas gravações!

publicado por Cybertecks às 22:10

link do post | favorito

Trailer

Aqui segue o nosso trailer!

Esperamos que goste =)

publicado por Cybertecks às 16:07

link do post | favorito
Sábado, 3 de Março de 2007

Especial Informação - Almeida Garrett

Vídeo Exclusivo! Letras do Passado

publicado por Cybertecks às 22:20

link do post | favorito

Video da Entrevista ALMEIDA GARRETT

Já está disponível o vídeo da nossa Entrevista!

publicado por Cybertecks às 17:20

link do post | favorito
Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

Entrevista a Almeida Garrett

 

 

Entrevistador: Joaquim Silva

Entrevistado: Almeida Garrett

 

 

Joaquim Silva – Esta semana temos no nosso canal Almeida Garrett que nos vai contar toda a sua história de vida!

 

Joaquim – Olá, bom dia.

Almeida Garrett – Bom dia.

 

Joaquim – Sr.º Almeida Garrett, na realidade, qual é o seu nome completo?

 

Almeida Garrett – Na verdade, o meu nome completo é João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett.

 

Joaquim – Quando e onde nasceu?

 

Almeida Garrett -Nasci a 4 de Fevereiro de 1799, final do século XVIII, no Porto.

 

Joaquim – No ano de 1809 foi para os Açores. Por que razão? Foi a única vez que foi exilado?

 

Almeida Garrett – Fui para os Açores de modo a escapar às invasões francesas. No entanto, não foi a única vez que fui exilado – estive também exilado em Inglaterra e depois em França.

 

Joaquim – Antes dos referidos exílios casou-se, correcto?

 

Almeida Garrett – Sim. Casei-me com Luísa Midosi, a minha primeira mulher.

 

Joaquim – Mas, aquando do exílio em Inglaterra, teve uma experiência que teve grandes repercussões no seu futuro, nomeadamente ao nível das suas obras. Qual foi?

 

Almeida Garrett – Nessa altura, tive a primeira experiência com o movimento romântico.

 

Joaquim – Qual o curso superior que possui?

 

Almeida Garrett – Fiz o curso de Direito, em Coimbra, e foi aí que tive o primeiro contacto com os ideais liberais.

 

Joaquim – Que acontecimentos marcaram o ano de 1827?

 

Almeida Garrett – Nesse ano, fundei os jornais “Português” e “Cronista”.

 

Joaquim – Sabe-se que, entre 1828 e 1831, viveu em Inglaterra e depois em França. Para além disso, que sucedeu nesse período?

 

Almeida Garrett – Durante esse período de tempo, ingressei num batalhão de caçadores e, mais tarde, desembarquei nos Açores, onde estava integrado numa expedição comandada por D. Pedro IV.

 

Joaquim – Você é responsável por alguns acontecimentos importantes que marcaram o ano de 1836. Pode mencioná-los?

 

Almeida Garrett – Pois bem, fui responsável pelo projecto do teatro D. Maria II e pela criação do Conservatório de Arte Dramática.

 

Joaquim – Diga-me, enquanto escritor, qual é o seu dever para com a sociedade portuguesa?

 

         Almeida Garrett – Tenho plena consciência do dever cívico de escritor e, como tal, tenho o persistente propósito de arrancar Portugal à apatia, induzindo-lhe a noção e o sentimento da personalidade colectiva.

 

         Joaquim – E em relação ao liberalismo? Como o define, enquanto adepto das suas ideias?

 

         Almeida Garrett – Creio que possa dizer que é o surgimento de novas ideias, novos gostos e também o surgir de um novo público de origem burguesa e pouco letrado, o que é um factor que condiciona o carácter didáctico de muitos textos românticos.

 

Joaquim – Antes de avançarmos para uma análise mais detalhada de uma das suas obras, diga-me, quais aquelas obras que ficaram marcadas na história dos portugueses para além daquela onde nos iremos centrar?

 

Almeida Garrett – Creio que terão sido “Um Auto de Gil Vicente”, representado em 1838, “O Alfageme de Santarém”, representado em 1842, “O Arco de Sant’Ana”, editado em 1845, “Viagens na Minha Terra”, que destaco especialmente, editado em volume no ano seguinte e, por fim, temos “Folhas Caídas”, editado em 1853.

 

          Joaquim – Relativamente às muitas obras que publicou e referiu, qual aquela que, a seu ver, teve maior impacto nos leitores e que foi mais aclamada?

 

         Almeida Garrett – Não a mencionei, mas sem dúvida alguma que foi “Frei Luís de Sousa”.

        

Joaquim – Como foi referido, o senhor foi o introdutor do romantismo em Portugal. Contudo, tanto quanto sabemos, essa sua obra, “Frei Luís de Sousa”, insere-se num género que você próprio criou, o Drama Romântico, certo?

 

         Almeida Garrett – Exacto. Como referiu e muito bem, a obra em questão insere-se no Drama Romântico, uma vez que apresenta características da Tragédia Clássica e do Romantismo.

 

         Joaquim – Tais como?

 

         Almeida Garrett – Considerando a obra na globalidade, creio que podemos destacar o facto de se encontrar escrita em prosa, enquanto discurso literário, e a adopção de uma linguagem coloquial e mais oralizante. Para além disso, a obra baseia-se numa situação real, o ser humano é alvo de uma atenção analítica – como eu afirmo na “Memória ao Conservatório Real”, «O estudo do homem é o estudo deste século, a sua anatomia e fisiologia moral as ciências mais buscadas pelas nossas capacidades actuais». Por fim, é de referir que os valores patrióticos e religiosos são exaltados, sendo personificados nas personagens de Manuel de Sousa Coutinho e D. Madalena, respectivamente.

 

         Joaquim – Nesta sua obra, que é um texto dramático, ou seja, tem como propósito o de ser representada, denota-se uma experiência pessoal, correcto?

 

         Almeida Garrett – Exacto. Enquanto casado com Luísa Midosi, apaixonei-me por Adelaide Pastor Deville, confesso, de quem tive uma filha ilegítima. Contudo, Adelaide morreu antes que pudéssemos legitimar a situação da nossa filha, que eu tanto estimava. Assim, creio poder dizer que a acção da peça traduz a minha profunda angústia, reflectindo a minha realidade.

 

         Joaquim – Quase a terminar, diga-me, sabe-se que a personagem de Maria morre em palco. O que é que isso evidencia?

 

         Almeida Garrett – A sua morte em palco surge como forma de reforçar a intensidade dramática já existente ao longo de toda a peça e de demonstrar quão cruel a sociedade é ao não aceitar Maria.

 

         Joaquim – Para terminar, o que nos pode revelar mais acerca desta sua obra tão marcante?

 

         Almeida Garrett – Não muito. Não irei revelar a acção da obra senão iria desmotivar o público a ver a peça, que irá ser representada mais uma vez dentro de algum tempo. No entanto, posso dizer que nesta peça está presente uma crítica à sociedade, como eu já referi, e está também bem presente a intensidade dramática, o que inspira sentimentos de terror e de piedade no público.

 

         Joaquim – Muito bem. Obrigado por ter aceite o nosso convite e ter participado nesta entrevista. Creio que agitou muitas consciências com as suas palavras.

 

         Almeida Garrett – Obrigado eu pelo convite. Até um dia.

 

         Joaquim – Até um dia. Por hoje ficamos por aqui. Na próxima semana teremos uma reportagem acerca deste mesmo autor que acabámos de conhecer, reportagem essa que irá aprofundar todos os detalhes da sua vida. Até para a semana.

publicado por Cybertecks às 19:56

link do post | favorito
Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

A nossa Escola

A Escola Secundária de Moura, enquanto espaço e comunidade, possui uma memória, uma História própria que importa conhecer e fazer passar e, à medida que o tempo corre, importa igualmente perpetuar factos e pessoas que, das mais variadas formas, deram o seu contributo para a vida desta Instituição que tem vindo a marcar gerações sucessivas.


A década de 50 fica marcada pela tentativa do Estado Novo de alargar a rede de ensino secundário e profissional. Assim, enquadrado neste facto e no crescente nível de escolaridade do concelho, é criada, pelo Decreto 41744 de 19 de Julho de 1958 a Escola Industrial e Comercial de Moura.

A 9 de Dezembro de 1958 ocorreu a abertura do primeiro ano lectivo, com 114 alunos, com oito professores, um funcionário administrativo e dois auxiliares da acção educativa. O primeiro director foi o Dr. Luiz Correia Maltêz. A Escola Industrial e Comercial funcionava com dois cursos (Formação Feminina e Formação de Serralheiros) com uma vertente eminentemente prática e orientada sobretudo para a vida activa.

No final de 1960 o Governo dá luz verde para a execução do projecto de construção do actual edifício, a construção tem início a 22 de Dezembro e concluí-se a 22 de Agosto de 1963. A “Escola Nova “ teve um custo de 7884 contos (correspondendo 7170 contos para obras e 714 contos para equipamentos) e o projecto previa uma capacidade de 800 alunos numa área total de 22 800 m2, sendo 5000 m de área coberta.

No ano lectivo 63/64 mudaram para o novo edifício 462 alunos, 3 professores do quadro, 30 professores contratados, 2 funcionários administrativos e 8 auxiliares de acção educativa.


A inauguração oficial teve lugar em Abril de 1964 e a mudança de nome para ESCOLA SECUNDÁRIA DE MOURA dá-se em 26 de Maio de 1975, pelo decreto- Lei 260-B.).

publicado por Cybertecks às 12:56

link do post | favorito
Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Foto do Grupo

Da esquerda para a direita:

Letícia, Dário, Lúcia, João e Ana Raquel

 

Pequena apresentação do Grupo

publicado por Cybertecks às 21:07

link do post | favorito

Resumo da obra "FREI LUÍS DE SOUSA" de Almeida Garrett

   Drama representado pela primeira vez em 1843, publicado em 1844 e é considerado a obra-prima do teatro romântico e uma das obras-primas da literatura portuguesa.

   A peça é baseada na vida de Frei Luís de Sousa, de seu nome secular D. Manuel de Sousa Coutinho. O enredo tem como pano de fundo a resistência à dominação filipina. Em 1578, o rei D. Sebastião desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir. Não tendo deixado herdeiros, houve uma longa disputa pela sucessão. Entre os pretendentes estava Filipe, rei da Espanha, que anexou Portugal ao seu império em 1580. O domínio espanhol duraria sessenta anos (1580 a 1640). Criou-se nesse período o mito popular do "Sebastianismo", segundo o qual D. Sebastião retornaria para reerguer o império português. Entre os nobres desaparecidos em Alcácer-Quibir estava D. João de Portugal, marido de Madalena de Vilhena.

   D. Madalena de Vilhena, sete anos depois do seu marido (D. João de Portugal) ter desaparecido na batalha de Alcácer Quibir, casa com Manuel de Sousa Coutinho, com quem forma um lar virtuoso e feliz e tem uma filha, Maria. Assim, a sua existência só é perturbada pelos tristes pressentimentos da frágil e sensível Maria e de Telmo, o velho aio, que continua à espera do regresso de D. João de Portugal. Então D. Madalena de Vilhena vivia angustiada com a possibilidade de que o primeiro marido estivesse ainda vivo. Esta situação durou vinte anos, no fim dos quais, D. João, que realmente estava vivo, retornou a Portugal, aparecendo disfarçado de Romeiro.

     O desfecho é trágico: Manuel de Sousa Coutinho e Madalena resolvem tomar o hábito religioso e durante esta cerimónia Maria morre na igreja a seus pés.

publicado por Cybertecks às 21:06

link do post | favorito

Biografia de Almeida Garrett - Autor do "FREI LUÍS DE SOUSA"

Biografia de Almeida Garrett

   João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, considerado o grande impulsionador do teatro em Portugal e uma das maiores figuras do romantismo português, nasceu a 4 de Fevereiro de 1799, no Porto, tendo proposto, ainda, a edificação do Teatro D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

         No ano de 1809, ele e a sua família vão para os Açores, a fim de escaparem à segunda invasão francesa, tendo Almeida Garrett passado grande parte da sua adolescência na ilha Terceira, sob tutela do seu tio paterno, Frei Alexandre da Sagrada Família, que o destinou à vida eclesiástica.

         Após o seu regresso a Portugal, em 1816, inscreve-se na Universidade de Coimbra, no curso de Direito, tendo sido nesta altura que entrou em contacto com os ideais liberais. Ainda neste ano, funda uma loja maçónica em Coimbra. Em 1818, adopta o apelido Almeida Garrett, à semelhança da sua família.

         Participa fervorosamente na revolução de 1820, após a qual segue para o exílio, primeiro em Inglaterra e depois em França, em 1823. Antes disto, em 1821, funda a Sociedade dos Jardineiros e conclui a sua licenciatura em Direito. Ainda antes do exílio, em 1822, torna-se secretário de estado e casa-se com Luísa Midosi. Durante o seu exílio em Inglaterra, que se deveu ao golpe militar de D. Miguel (Vila-Francada), o qual estabeleceu o absolutismo, tem a sua primeira experiência com o movimento românico.

         Em 1826, é perdoado, regressando a Portugal com os últimos emigrantes e reocupando o seu posto na Secretaria de Estado. No ano seguinte, funda os jornais “Português” e “Cronista”. Contudo, em 1828, vê-se obrigado a regressar ao exílio devido ao facto de o regime absolutista de D. Miguel ter sido novamente estabelecido. Entre 1828 e 1831, vive em Inglaterra e depois em França, onde ingressa num batalhão de caçadores e, mais tarde, desembarca nos Açores, integrado numa expedição comandada por D. Pedro IV.

         Toma parte na expedição liberal que desembarcou no Mindelo e no Cerco do Porto em 1832 e 1833, respectivamente, sendo que neste última defende o seu ideal político (liberalismo). Aquando deste último evento, regressa a Portugal e, em Fevereiro do ano seguinte (1834), é nomeado cônsul-geral de Portugal na Bélgica. No entanto, é de novo abandonado pelo governo e, em 1835, é substituído repentinamente na embaixada belga.

         Como foi referido no início, Almeida Garrett é responsável pelo projecto do Teatro D. Maria II e pela criação do Conservatório de Arte Dramática em 1836 e, no mesmo ano, separa-se de Luísa Midosi e conhece Adelaide Pastor. Os anos de 1837 e 1838 são preenchidos por discussões políticas. Em 1838, é nomeado cronista-mor do reino e ocorre a representação de Um Auto de Gil Vicente. No ano de 1841, nasce Maria Adelaide Pastor, filha do poeta e de Adelaide Pastor, que morre nesse ano, e, no ano seguinte, dá-se a representação de O Alfageme de Santarém.

         A peça Frei Luís de Sousa é representada em 1843, ano em que Almeida Garrett começa a escrever Viagens na Minha Terra, cujo primeiro capítulo é publicado na revista “Universal Lisbonense”.

         Em 1845, dá-se a publicação de O Arco de Sant’Ana e, no ano seguinte, a publicação, em volume, de Viagens na Minha Terra.

         Desde 1846 a 1852, é afastado da vida política, tendo sido, em 1852, nomeado para Ministro dos Negócios Estrangeiros. Porém, apresentou a sua demissão a 17 de Agosto do mesmo ano.

         Publica, em 1853, Folhas Caídas.

         Morre a 9 de Dezembro de 1854.

Bibliografia

 

Livros:

 

·        LANÇA, Gabriela, et al, “Comunicar – Português, 11º ano”, Porto Editora, Porto, 2005.

 

 Sites:

·        http://www.arqnet.pt/portal/biografias/garrett.html

 

·        http://pt.wikipedia.org/wiki/Almeida_Garrett#Biografia

 

·        http://members.tripod.com/~martarib/biografia.htm

 

publicado por Cybertecks às 21:00

link do post | favorito